sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Nova droga russa - Krokodil

Casos de viciados precisando de amputação ou da limpeza de grandes áreas apodrecidas em seus corpos são cada vez mais comuns em salas de emergência dos hospitais daquele país. A dificuldade em se combater o uso desta droga está na pouca ajuda que o governo dá a centros de reabilitação e na grande facilidade na produção, afinal basta uma cozinha e o conhecimento de como se “cozinhar” o produto. Largar o krokodil pode ser uma tarefa extremamente difícil. A desintoxicação é muito lenta e o usuário sente náuseas e dores por até um mês, sendo que conseguir uma nova dose é muito fácil. Sequelas físicas e mentais do uso contínuo do krokodil podem ficar para sempre.

O nome vem de uma das consequências mais comuns ao uso, a pele da pessoa passa a ter um tom esverdeado e cheia de escamas, como a de um crocodilo. Ela é a desomorfina, um opióide 8 a 10 vezes mais potente que a [krokodil%2520pernas%2520e%2520gangrenas%255B7%255D.jpg]morfina. O problema maior nesta droga russa é a maneira como o produto é feito.


Uma droga barata, que está sendo consumida por um número cada vez maior de pessoas e tem efeitos colaterais bizarros. Essa é a krokodil (que em russo significa crocodilo), uma alternativa ao uso da heroína que está fazendo vítimas por toda a Rússia.
O krokodil é feito a partir da codeína, um analgésico opióide que pode ser comprado em qualquer farmácia russa sem receita médica, assim como acontece com analgésicos mais fracos no Brasil. A pessoa sintetiza a droga em uma cozinha usando produtos como gasolina, solvente, ácido hidroclorídrico, iodo e fósforo vermelho, que é obtido de caixas de fósforo comuns, além dos comprimidos de codeína.
Logicamente nenhum destes ingredientes é ideal e o produto final não é nem um pouco puro, mas o resultado para o usuário é satisfatório. A consequência de se colocar tantos produtos químicos na veia é a irritação da pele, que com pouco tempo passa a ter uma aparência escamosa. A área onde o krokodil é injetado começa a gangrenar, depois a pele começa a cair até expor os músculos e ossos.
Enquanto os efeitos da heroína podem durar 8 horas, o krokodil dura com sorte 90 minutos. Como produzir a droga leva mais ou menos uma hora, a pessoa passa a viver apenas para produzir e injetar.
No Brasil, a codeína é vendida apenas com receita médica, mas na Rússia o produto é o analgésico mais popular do país. Usada por praticamente a metade da população, ela é responsável por cerca de 25% do lucro de algumas farmácias. Por este motivo a indústria farmacêutica e os empresários do ramo lutam para que o governo não torne a droga restrita à venda com prescrição.
Outros países onde a codeína é vendida sem receita são o Canadá, Israel, Austrália, França e Japão. Neles existe um grande risco do krokodil se tornar uma epidemia como a que atinge atualmente a Rússia. Abaixo você verá dois vídeos mostrando os resultados nefastos do uso desta droga.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Drogas ameaçam América Latina

Extensas áreas de plantações de coca foram detectadas nas terras dos índios ticunas.
Do lado da fronteira entre Brasil, Uruguai e Paraguai, há também a ameaça de criação do “maior centro de contrabando da América do Sul”.
O general referiu-se diretamente à chamada “mexicanização” da nossa fronteira com o Peru, por meio da ação ousada e crescente dos cartéis de drogas oriundos de uma das mais violentas regiões no mundo.
Na fronteira colombiana, é contínuo o risco de ação das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que também negociam armas e drogas com os traficantes, incluindo brasileiros.
Portanto, todas nossas fronteiras merecem atenção especial por causa do tráfico de drogas, armas e contrabando, os principais propulsores da economia do crime.
Nos últimos cinco anos, cerca de 40 mil pessoas foram mortas, no México, em conexão com o tráfico de drogas, conforme dados revelados pelo New York Times.
Conforme reportagem de Davien Cave, deste jornal, as redes sociais, por exemplo, não são somente um meio de informação, mas um meio de sobrevivência, principalmente nos estados mais violentos, como Vera Cruz e Tabasco.
Pessoas transmitem pelo Twitter avisos sobre tiroteios na cidade, alertando sobre o risco de se trafegar por determinadas ruas. Tais informações representam, muitas vezes, a única fonte de notícia verdadeira, já que os meios de comunicação sofrem intensa pressão dos criminosos para não divulgarem suas ações.
Em relação à imprensa, lembremos que o México superou a Colômbia e, hoje, é o país mais perigoso do continente para o exercício da profissão de jornalista.
A organização Repórteres sem Fronteiras adverte que 46 jornalistas mexicanos já foram assassinados, desde 2000, em função da represália pela divulgação de notícias sobre o tráfico de drogas.
Os cartéis conseguem se infiltrar por meio de pagamento de suborno nas instituições locais, mesmo policiais, e obter assim informações privilegiadas sobre o trabalho da imprensa.
Interessante e dramática reportagem intitulada Violência no México – Toda a Verdade, que pode ser assistida no Youtube, exemplifica a situação de medo e pânico com base em depoimentos.
Jovens da cidade de Tijuana e Juarez, na fronteira com os Estados Unidos, relatam, por exemplo, que têm medo de ir ao cinema por causa da ação de criminosos.
As causas desta violência estão diretamente ligadas aos EUA, considerado o maior consumidor de drogas no mundo.
O jornalista Jean-François Boyer, autor do livro A guerra perdida contra as drogas (Ed. La Découverte, Paris, 2001), explica que o avanço da criminalidade está associado ao declínio econômico do país, que desde sua abertura, nos anos 80, adaptou-se às necessidades dos EUA, passando a exportar produtos mexicanos a preços competitivos graças à mão-de-obra barata.
Além disso, em função da crise financeira de 2008, o México sofreu brutal queda nas suas exportações devido à redução do consumo americano.
Impunidade e corrupção também são fatores que alimentam a ação dos cartéis. O governo do presidente Felipe Calderon, que deverá deixar o poder no ano que vem, após seis anos, identificou 233 zonas, onde a criminalidade atua livremente sem repressão ou controle.
“Sucursal” econômica dos EUA e sede de poderosos cartéis de drogas, o México precisa encontrar com urgência sua personalidade política independente e enfrentar o crime organizado, que se infiltrou profundamente na sociedade.
Com a ajuda americana de US$ 1,4 bilhão, os mexicanos têm de continuar priorizando o combate antidrogas com ações estratégicas e militares para se tornarem realmente independentes.

Fonte: abead.com.br

Mistura de álcool e drogas levou Nem à UPA da Rocinha, diz delegado

img-09-11-01.jpgA mistura de álcool e drogas foi o que levou o traficante Antônio Bonfim Lopes, conhecido como "Nem", suspeito de ser o chefe do tráfico da Favela da Rocinha, a buscar atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Rocinha, na Zona Sul do Rio. A informação é do delegado da 15ª DP (Gávea), Carlos Augusto Nogueira Pinto.

"Há informações de que ele teria misturado drogas com álcool. Há outras informações, que pra nós não procedem, de que teria sido um tiro acidental, mas pra nós não é isso, realmente foi o álcool junto com a droga", afirmou o titular da 15ª DP. "Enfim, estamos investigando todas essas versões e tentando capturá-lo".

Ainda de acordo com as investigações, Nem foi embora da UPA com uma bolsa de soro no braço. "Ele procurou socorro. As circunstâncias que envolveram esse socorro é que devem ser investigadas. Ele foi com muitas pessoas pra lá, foi fortemente armado, permaneceu muito pouco tempo no local", disse Carlos Augusto Nogueira.

Moradores denunciam toque de recolher
O traficante teria sido visto por moradores participando de uma festa na comunidade que começou na noite de domingo (6) e durou até a manhã de segunda-feira (7). As informações são de que, durante o evento, Nem estava bastante nervoso.

E segundo relato de moradores, Nem teria chegado à unidade acompanhado de traficantes armados de fuzis, que davam cobertura do lado de fora. O traficante estaria impondo o terror a quem vive na região.

Os moradores também afirmam que o traficante impôs o toque de recolher na comunidade há quatro dias. "A partir de quinta-feira à tarde, todo mundo tem que ficar recolhido, não sair de casa, as crianças têm que evitar de ir pra escola.

Tem alguns medos, né, mas a gente não pode fazer nada, não tem pra onde ir. Parentes geralmente moram muito longe, as pessoas não têm dinheiro pra sair, pra se manter em outro lugar.

A única solução é ficar dentro de casa e rezar", disse uma moradora que, por medo, não quis se identificar.

Disque-Denúncia oferece recompensa de R$ 5 mil
Nem teve a prisão decretada pela Justiça, mas continua foragido. O Disque-Denúncia (2253-1177) oferece R$ 5 mil de recompensa a quem tiver informações sobre o paradeiro do traficante.

O anonimato é garantido. Desde às 9h30 de segunda-feira (7), foram 15 denúncias anônimas sobre a ida de Nem à UPA da Rocinha.

A informação que o traficante esteve na unidade na segunda-feira (7) foi confirmada nesta manhã pelo delegado da 15ª DP (Gávea), Carlos Augusto Nogueira Pinto.

A Secretaria municipal de Saúde disse que não tem informações do atendimento do traficante na unidade, mas garantiu que o funcionamento do local foi normal.

Operação para combater crimes
Na quinta-feira (3), agentes da Polícia Civil apreenderam 90 rojões de artilharia antiaérea durante uma operação para combater crimes na Favela da Rocinha. Segundo os investigadores, 12 pessoas foram detidas. Não houve confrontos ou drogas apreendidas. A polícia também estourou centrais de TV a cabo e internet clandestinas, além de uma clínica de aborto.

A Rocinha é uma das próximas favelas do Rio a ganhar uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). De acordo com a polícia, boa parte da droga que chega ao Rio de Janeiro vai para a Rocinha.

Outras ações na Rocinha
Nem é um dos criminosos mais procurados do estado do Rio e conseguiu escapar de vários cercos feitos pela polícia.

Em abril deste ano, numa operação que reuniu cerca de 200 policiais de diversas delegacias especializadas, foram apreendidas quase três toneladas de maconha, veículos, além de uma grande quantidade de produtos piratas. Onze pessoas foram presas, mas Nem conseguiu fugir.

Em fevereiro deste ano, a Justiça aceitou denúncia apresentada pelo Ministério Público contra policiais civis e militares, presos na Operação Guilhotina, da Polícia Federal.

Segundo promotores, os policiais recebiam R$ 50 mil por mês para passar informações sobre operações policiais na Rocinha e ainda vendiam para traficantes da favela armas apreendidas com criminosos de facções rivais.

Fonte: G1.com.br