sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Nacoa inicia atividades no Brasil - Filhos de dependentes de álcool e drogas

 
A Nacoa (National Association for Children of Alcoholics) inicia suas atividades no Brasil, atuando de forma independente como afiliada da Nacoa USA.
nacoa
As pessoas mais afetadas pelo álcool e drogas nem mesmo são usuários. São os filhos de dependentes.
A Associação Nacional para Filhos de Alcoólicos e Dependentes, Nacoa Brasil, acredita que nenhuma dessas crianças vulneráveis deva crescer isolada e sem apoio.
Para atingirmos nosso objetivo de eliminar o impacto negativo do álcool e drogas entre crianças e jovens publicamos materiais específicos para profissionais que lidam diretamente com nosso público alvo como professores, médicos e líderes religiosos, além de oferecer informações para pais e familiares sobre o que pode ser feito para aumentar os fatores de proteção entre aqueles que convivem com um dependente. Também oferecemos material educativo direcionado para crianças que convivem com um dependente.
Com base nas informações do I Levantamento Nacional sobre os padrões de consumo de álcool na população brasileira produzido pela UNIAD, SENAD E UNIFESP podemos afirmar que existem milhões de crianças convivendo com um adulto que abusa ou é dependente de álcool (sem levar em conta os dependentes de outras drogas). Crianças e jovens que muitas vezes não contam com suporte para lidar com uma situação de extremo estresse que pode ter consequências físicas, mentais, emocionais e sociais, além de maiores possibilidades de virem a se tornar dependentes.
Esse público é invísivel nas políticas públicas em relação a problemática da dependência e também muitas vezes fica invisível na dinâmica familiar da dependência.
Buscamos  profissionais da área de saúde em geral que trabalhem na área de dependência para fazer parte de nosso conselho científico.
Buscamos  profissionais da área de saúde em geral que trabalhem na área de dependência para fazer parte de nosso conselho científico. Caso tenha interesse, favor enviar um e-mail para nacoa.brazil@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou nacoa@nacoa.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . Caso deseje colaborar de alguma forma com recursos ou como voluntário entre em contato pelos mesmos endereços.
Nacoa USA http://www.nacoa.org
Nacoa Brasil http://www.nacoa.com.br

Mais de 9% dos idosos de SP abusam do álcool, diz HC

AE
 
Mais de 9% dos idosos paulistanos consomem bebida alcoólica em excesso, segundo estudo realizado pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clinicas (HC) de São Paulo, ligado à Secretaria de Estado da Saúde. O levantamento feito com 1.563 pessoas com 60 anos ou mais apontou que 9,1% dessa população abusa do álcool, o equivalente a 88 mil idosos da capital paulista. Mais do que isso, o estudo traçou um perfil dos idosos que sofrem com o problema.
Entre os dados que se destacam na pesquisa está a influência da escolaridade na incidência do alcoolismo na população idosa. Entre os idosos que nunca estudaram está o mais alto índice: 15,9%. O índice vai caindo conforme aumenta o tempo de estudo dos idosos. Na faixa que estudou de um a quatro anos, o índice de alcoolismo é de 10,9%; entre os que estudaram de 5 a 8 anos, é de 7,5%; de 9 a 11 anos de estudo, o índice chega a 4,4%. Já entre os idosos que estudaram por 12 anos ou mais, cai a 2,2%.
A pesquisa também mostrou que o alcoolismo está presente em todas as classes econômicas, mas principalmente entre as camadas mais pobres. A classe A tem 7% de sua população idosa sofrendo com o alcoolismo. Na classe B, são 3,1% dos idosos e na classe C, 8,8%. Na classe D estão 13,6% dos idosos com problema de alcoolismo e a classe E tem 18,3% dos idosos nessa situação.
Em relação ao estado civil, o maior índice de alcoolismo está entre os casados, com 13% de idosos alcoólatras. Os solteiros têm índice de 6,6% e os separados ou divorciados, 5,6%. Já entre viúvos, o índice é de 4,2%. No geral, o índice de alcoolismo entre os homens idosos atingiu os 20%. Entre as mulheres, esse número ficou em 3,1%.
 
Preocupação
"Os números são preocupantes. O consumo excessivo de álcool é extremamente prejudicial à saúde dessas pessoas acima dos 60 anos. Além dos males clínicos à saúde, há também os problemas sociais, de relacionamento com a família e com os amigos", afirma Cássio Bottino, coordenador do programa de Terceira Idade do Instituto de Psiquiatria.
Os idosos são mais sensíveis ao efeito do álcool. O uso abusivo de bebida alcoólica aumenta o risco de quedas, problemas de desnutrição, aumento de pressão arterial e doenças cardiovasculares. Além disso, como essa população frequentemente faz uso de medicamentos, a interação com o álcool pode ser altamente prejudicial.
 
Tratamento
A secretaria mantém dois serviços especializados em tratamento de adultos dependentes de álcool e drogas. Uma em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e outra em Itapira, no interior do Estado. O atendimento é feito por equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, psicólogos e terapeutas ocupacionais, entre outros.
Além de medicação específica, os pacientes em tratamento têm atendimento psicológico individual e coletivo, participam de atividades físicas e esportivas, como caminhada, natação e futebol, e realizam terapias ocupacionais, como oficinas de pintura, artesanato e expressão corporal, entre outras.
O objetivo das duas clínicas é oferecer um modelo voltado à desintoxicação, mas fora do ambiente de enfermaria hospitalar para o qual essas pessoas costumam ser encaminhadas. Cabe aos municípios realizar a triagem desses pacientes, verificando a necessidade de internação.

Senado exclui alcoolismo de demissão por justa causa

Andrea Jubé Vianna - Istoé
 
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou, em caráter terminativo, projeto de lei que define novos critérios para a demissão de trabalhador dependente de álcool. A proposta exclui o alcoolismo das hipóteses de demissão por justa causa. Se não houver recurso ao plenário da Casa, a matéria seguirá para a apreciação da Câmara.
De autoria do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), o projeto altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos da União (RJU) e o Plano de Benefícios da Previdência Social para que alcoolismo passe a ser considerado doença e o empregado dependente de bebida alcoólica tenha direito à proteção do Estado.
No lugar da demissão, o projeto recomenda que o empregado diagnosticado como alcoólatra seja conduzido para tratamento médico. A proposta ressalva que, se ele não concordar com o tratamento, poderá ser demitido por justa causa. O projeto acrescenta que o empregado que tenha recebido auxílio-doença em razão da dependência, terá estabilidade no emprego nos 12 meses seguintes ao término do benefício.
"O alcoolismo já deixou de ser visto pela comunidade médica e pela sociedade em geral como uma falha moral, havendo consenso, nos dias atuais, se tratar de doença severa e altamente incapacitante, a demandar acompanhamento médico e psicológico", afirma Marcelo Crivella, na justificativa do projeto.
"É impensável que nos dias de hoje a legislação que rege as relações de trabalho se mostre absolutamente insensível à necessidade de atuar como coadjuvante no processo de cura daquele que luta contra uma doença incapacitante", concluiu o relator, senador Papaléo Paes (PSDB-AP), no voto pela aprovação da matéria. Ele lembrou que a Organização Mundial de Saúde (OMS) relaciona no Código Internacional de Doenças a síndrome de dependência do álcool.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Em recuperação, ex-jogador Sócrates nega dependência de álcool

Como médico formado que é, Sócrates demonstrou total conhecimento do seu estado de saúde e do problema que teve.
São Paulo - Após 17 dias internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo por conta de uma hemorragia no esôfago, fruto de um ponto cirrótico localizado em uma parte sensível do fígado, o ex-jogador Sócrates teve alta na última quinta-feira e segue se recuperando em casa. Nesta segunda-feira, ele falou pela primeira vez com a imprensa após a internação e negou ter dependência alcoólica.
"Álcool é uma droga social, até estimulada para que todos consumam. Mas na verdade, nunca fui dependente de álcool, nunca tive abstinência, tremores. Podia ficar dias, meses sem beber que nunca me fez nada de mal. Bebia mais pela minha timidez, minha dificuldade de relacionamento no início da minha fase adulta. O álcool era uma companhia, assim como o cigarro é para muita gente, até mesmo para mim. É um companheiro para poder conviver bem com parte da loucura que é essa sociedade que a gente vive hoje", declarou, em entrevista à TV Globo.
Em agosto, Sócrates já havia ficado nove dias hospitalizado por conta de uma outra hemorragia. Graças a estes dois problemas, a possibilidade de um transplante de fígado ainda não foi descartada. No entanto, o ex-jogador ainda precisará passar por uma fase de reabilitação antes de receber o novo órgão, caso seja necessário. "O futuro, a gente não sabe. Na verdade, ainda não tenho nem indicação de transplante agora. Até porque a equipe médica tem como condição o paciente estar afastado do álcool há seis meses. Ainda me faltam uns 60 dias para tanto", apontou.
Como médico formado que é, Sócrates demonstrou total conhecimento do seu estado de saúde e do problema que teve. O "Doutor", como era conhecido na época de atleta, justamente por sua formação, ainda brincou com a sua situação. "Fugi do hospital para me tratar", afirmou.
"Demoraram sete horas para achar a causa. Já tem três dias mais ou menos que eu saí. Na verdade, fugi do hospital para me tratar. Se eu tivesse essa lesão no lóbulo esquerdo do fígado, acho que nem eu saberia que a tive. Mas foi bem no processo central circulatório, aumentando a pressão. Isso exigiu demais do processo circulatório entorno, então pude ter lesão por sangramento gástrica, esofágica e até abdominal. Mas estou indo bem, o problema está solucionado e agora é ter paciência para solucionar a coisa e curtir a nova vida", disse.

Agência Estado .