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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
A Situação do Crack e outras Drogas nos Municípios Paulistas
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Promotoria investiga clínica pública de SP que custa R$ 20 mil/mês por paciente
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O Ministério Público de SP abriu um inquérito para investigar o valor
pago pela prefeitura para uma instituição conveniada que atende
dependentes químicos.
O Said (Serviço de Atenção Integral ao Dependente), na zona sul de
São Paulo, é administrado pela Organização Social do Hospital Samaritano
e recebe R$ 1,56 milhão por mês fixos para atender 80 pacientes --um
custo médio de R$ 20 mil/mês por pessoa.
| Editoria de Arte/Folhapress |
A diária de R$ 650 é dez vezes o valor da diária paga pela prefeitura para outras clínicas conveniadas (R$ 65).
Também é superior ao valor cobrado por clínicas particulares
conceituadas voltadas para a classe média alta, como a Grand House (R$
235), a Vila Serena (R$ 315) e a Bairral (R$ 535, no quarto luxo com TV e
frigobar).
Só fica abaixo do valor da Greenwood, preferida por artistas, que custa entre R$ 645 e R$ 967, em média, por dia.
O inquérito civil instaurado pelo promotor Valter Foleto Santin apura
"eventual prejuízo ao erário, em gasto desnecessário e excessivo".
METODOLOGIA DOS EUA
A prefeitura diz que o valor é justo para o trabalho, baseado na
metodologia da clínica norte-americana Chestnut Health Systems, que
oferece um plano específico para cada paciente por meio de uma equipe
multidisciplinar.
Também diz que, no valor mensal fixo repassado à instituição, está
incluso todo o tratamento dos pacientes e eventuais custos com reformas e
equipamentos --quando inaugurado, em 2010, o local já havia passado por
uma reforma de R$ 5,5 milhões.
Os valores das clínicas privadas citadas só não incluem medicação
(porque ela não costuma ser usada por todos os pacientes e nem em doses
iguais entre os que a usam).
Cobrem, no entanto, todas as refeições, o atendimento de
profissionais de equipes multidisciplinares (psiquiatra, clínico geral,
enfermeiros e até nutricionistas) e custos do prédio (como o de aluguéis
e de eventuais reformas).
A maioria delas tem piscina, área verde e amplo espaço para a prática de esportes.
O Said funciona no prédio de um antigo motel, que hoje pertence ao
poder público. A área de lazer se resume a uma quadra de concreto.
"É um valor bastante alto. É possível fazer o trabalho por menos",
diz Silze Morgado, diretora da Vila Serena, que oferece atendimento
gratuito para o paciente por um ano após o tratamento e recupera, em
média, 70% deles -a prefeitura não informou a taxa de recuperação do
Said.
OUTRO LADO
A Secretaria Municipal da Saúde afirmou que o valor se justifica
porque o Said "é um hospital de pequeno porte e altamente
especializado".
"O modelo de trabalho é diferenciado, ainda sem similares no Brasil. O
hospital é responsável por cerca de 70% dos tratamentos involuntários
da rede, considerados os mais complexos", afirmou.
Segundo a pasta, o local atende, prioritariamente, pacientes da cracolândia.
Os recursos, afirmou, servem para a manutenção de todo o projeto, bem
como a aquisição de novos equipamentos, reformas, tratamento
individualizado e manutenção de equipe multidisciplinar (médicos,
enfermeiros, dentistas, técnicos de enfermagem, terapeutas ocupacionais,
psicólogos). Ao todo, são 220 profissionais.
A secretaria e o Samaritano dizem que prestarão todos os esclarecimentos solicitados pelo Ministério Público.
Tendência conservadora é forte no país, diz Datafolha
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A maioria dos brasileiros é tolerante com a homossexualidade, mas é
contra a liberação do uso de drogas. A maioria acha que a desigualdade
social alimenta a pobreza, mas acredita que a maldade das pessoas é a
principal causa da criminalidade.
Esse contraste entre posições liberais e conservadoras é uma marca da
sociedade brasileira, de acordo com pesquisa nacional feita pelo
Datafolha no último dia 13. Foram realizadas 2.588 entrevistas em 160
municípios.
Inspirado por uma metodologia adotada por institutos de pesquisa
estrangeiros, o Datafolha submeteu os entrevistados a uma bateria de
perguntas sobre assuntos polêmicos para verificar a inclinação das
pessoas por valores liberais e conservadores.
Entre os temas explorados pelo levantamento, a questão que menos
divide a sociedade brasileira diz respeito à influência da religião na
vida das pessoas. Para 86%, crer em Deus torna as pessoas melhores. Só
13% acham que isso não é necessariamente verdadeiro, afirma o Datafolha.
A questão que mais divide os brasileiros, de acordo com a pesquisa,
tem a ver com o papel dos sindicatos. Para 49%, eles são importantes
para defender os interesses dos trabalhadores.
Mas 46% acham que eles servem mais para fazer política do que para representar seus filiados.
Mas 46% acham que eles servem mais para fazer política do que para representar seus filiados.
Para 61% dos entrevistados, parte da pobreza brasileira pode ser
explicada pela falta de oportunidades iguais para que todos possam subir
na vida. Para 37% o problema é a preguiça de pessoas que não querem
trabalhar.
A desigualdade é o fator principal na opinião dos mais jovens, e uma
explicação menos convincente para os mais velhos. Na região Sul do país,
50% acham que a falta de oportunidades é o problema, e 48% culpam a
preguiça.
| Ed. de Arte/Folhapress | ||
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