quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

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A Situação do Crack e outras Drogas nos Municípios Paulistas

Mapa elaborado pela Frente Parlamentar de Combate ao crack, com números sobre o impacto do crack na Saúde Pública dos municípios do Estado. Além da alta difusão do Crack, o que chama a atenção, é que para 20 municípios, o impacto do crack já supera o álcool em atendimentos.
Acesse:
crack_mapa_Slide01
Mais sobre o Crack:
Jovens e crianças são 67% dos atendidos por uso de crack em SP
Em 58 cidades de SP crack supera álcool em pedidos de tratamento na rede pública
Crack: os dramas de dependentes químicos ricos e pobres
País tem 2,6 milhões de usuários de crack e cocaína
II Lenad

Promotoria investiga clínica pública de SP que custa R$ 20 mil/mês por paciente

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Folha de São Paulo - TALITA BEDINELLI

O Ministério Público de SP abriu um inquérito para investigar o valor pago pela prefeitura para uma instituição conveniada que atende dependentes químicos.
O Said (Serviço de Atenção Integral ao Dependente), na zona sul de São Paulo, é administrado pela Organização Social do Hospital Samaritano e recebe R$ 1,56 milhão por mês fixos para atender 80 pacientes --um custo médio de R$ 20 mil/mês por pessoa.

Editoria de Arte/Folhapress
A diária de R$ 650 é dez vezes o valor da diária paga pela prefeitura para outras clínicas conveniadas (R$ 65).
Também é superior ao valor cobrado por clínicas particulares conceituadas voltadas para a classe média alta, como a Grand House (R$ 235), a Vila Serena (R$ 315) e a Bairral (R$ 535, no quarto luxo com TV e frigobar).
Só fica abaixo do valor da Greenwood, preferida por artistas, que custa entre R$ 645 e R$ 967, em média, por dia.
O inquérito civil instaurado pelo promotor Valter Foleto Santin apura "eventual prejuízo ao erário, em gasto desnecessário e excessivo".
METODOLOGIA DOS EUA
A prefeitura diz que o valor é justo para o trabalho, baseado na metodologia da clínica norte-americana Chestnut Health Systems, que oferece um plano específico para cada paciente por meio de uma equipe multidisciplinar.
Também diz que, no valor mensal fixo repassado à instituição, está incluso todo o tratamento dos pacientes e eventuais custos com reformas e equipamentos --quando inaugurado, em 2010, o local já havia passado por uma reforma de R$ 5,5 milhões.
Os valores das clínicas privadas citadas só não incluem medicação (porque ela não costuma ser usada por todos os pacientes e nem em doses iguais entre os que a usam).
Cobrem, no entanto, todas as refeições, o atendimento de profissionais de equipes multidisciplinares (psiquiatra, clínico geral, enfermeiros e até nutricionistas) e custos do prédio (como o de aluguéis e de eventuais reformas).
A maioria delas tem piscina, área verde e amplo espaço para a prática de esportes.
O Said funciona no prédio de um antigo motel, que hoje pertence ao poder público. A área de lazer se resume a uma quadra de concreto.
"É um valor bastante alto. É possível fazer o trabalho por menos", diz Silze Morgado, diretora da Vila Serena, que oferece atendimento gratuito para o paciente por um ano após o tratamento e recupera, em média, 70% deles -a prefeitura não informou a taxa de recuperação do Said.
OUTRO LADO
A Secretaria Municipal da Saúde afirmou que o valor se justifica porque o Said "é um hospital de pequeno porte e altamente especializado".
"O modelo de trabalho é diferenciado, ainda sem similares no Brasil. O hospital é responsável por cerca de 70% dos tratamentos involuntários da rede, considerados os mais complexos", afirmou.
Segundo a pasta, o local atende, prioritariamente, pacientes da cracolândia.
Os recursos, afirmou, servem para a manutenção de todo o projeto, bem como a aquisição de novos equipamentos, reformas, tratamento individualizado e manutenção de equipe multidisciplinar (médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos de enfermagem, terapeutas ocupacionais, psicólogos). Ao todo, são 220 profissionais.
A secretaria e o Samaritano dizem que prestarão todos os esclarecimentos solicitados pelo Ministério Público.

Tendência conservadora é forte no país, diz Datafolha


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Folha de São Paulo - de SP 

A maioria dos brasileiros é tolerante com a homossexualidade, mas é contra a liberação do uso de drogas. A maioria acha que a desigualdade social alimenta a pobreza, mas acredita que a maldade das pessoas é a principal causa da criminalidade.
Esse contraste entre posições liberais e conservadoras é uma marca da sociedade brasileira, de acordo com pesquisa nacional feita pelo Datafolha no último dia 13. Foram realizadas 2.588 entrevistas em 160 municípios.
Inspirado por uma metodologia adotada por institutos de pesquisa estrangeiros, o Datafolha submeteu os entrevistados a uma bateria de perguntas sobre assuntos polêmicos para verificar a inclinação das pessoas por valores liberais e conservadores.
Entre os temas explorados pelo levantamento, a questão que menos divide a sociedade brasileira diz respeito à influência da religião na vida das pessoas. Para 86%, crer em Deus torna as pessoas melhores. Só 13% acham que isso não é necessariamente verdadeiro, afirma o Datafolha.
A questão que mais divide os brasileiros, de acordo com a pesquisa, tem a ver com o papel dos sindicatos. Para 49%, eles são importantes para defender os interesses dos trabalhadores.
Mas 46% acham que eles servem mais para fazer política do que para representar seus filiados.
Para 61% dos entrevistados, parte da pobreza brasileira pode ser explicada pela falta de oportunidades iguais para que todos possam subir na vida. Para 37% o problema é a preguiça de pessoas que não querem trabalhar.
A desigualdade é o fator principal na opinião dos mais jovens, e uma explicação menos convincente para os mais velhos. Na região Sul do país, 50% acham que a falta de oportunidades é o problema, e 48% culpam a preguiça.


Ed. de Arte/Folhapress
QUESTÃO DE VALORES A opinião dos brasileiros sobre nove questões polêmicas que dividem a sociedade, em %